Projeto conhecendo nossos Trovadores e as suas Trovas
Vídeo com a trajetória
de Alba Helena Corrêa
no Movimento Trovadoresco.
Breve Biografia
ALBA HELENA CORRÊA é Pedagoga e Pós-Graduada em Orientação Educacional pela Faculdade Nacional de Filosofia. Mestre em Educação (Área de Métodos e Técnicas pela Universidade Federal Fluminense. Profª de 2º grau (concursada), aposentada após 33 anos de atividade em cada cargo (dupla regência).Trovadora, sonetista, cordelista, cronista, contista e declamadora diplomada pelo CCMS (Centro Cultural Maria Sabina). Membro das seguintes UBTs (União Brasileira de Trovadores): Nacional; do RJ e de Niterói; Associada da ANE (Associação Niteroiense de Escritores); Membro Efetivo : da AFL (Academia Fluminense de Letras), Niterói; da ABT (Academia Brasileira de Trova ),RJ; da ABLC (Academia Brasileira de Literatura de Cordel-RJ); da ANL (Academia Niteroiense de Letras) Membro correspondente: da Academia Cachoeirense de Letras (ES); da Academia Itaperunense de Letras e do Ateneu Angrense de Letras e Artes. Aluna do Curso de Esperanto. Patrona da Academia Gonçalense de Literatura de Cordel.
Sobre Alba Helena: Artigo de Waldenir Bragança.
ALBA HELENA CORRÊA – ESTRELA DA TROVA
A querida, ilustre e admirável trovadora Alba Helena Corrêa, que podemos denominar Estrela da Trova, completa 91 anos bem vividos, como agente e instrumento desse reino literário, transbordante do amor à arte poética.
“ALBA” significa o surgir do sol, o momento em que o astro-rei aparece no horizonte para nos iluminar. E assim é Alba Helena, efervescente chama que ilumina, aquece e entusiasma, com seu brilho especial.
Pedagoga, com mestrado em Educação, professora estadual com dupla regência por 33 anos, Alba costuma dizer que foi a partir de um encontro fortuito ocorrido em 1996 com o saudoso trovador Antônio Bispo dos Santos, ex-presidente da Academia Brasileira de Trovas, que passou a se interessar pelo gênero. Ele não imaginava que estava ativando um vulcão literário, ao despertar talentos acumulados de uma imensa riqueza contida na alma e no coração da trovadora Alba Helena.
E as lavas desse vulcão de letras vêm derramando trovas, sonetos, cordéis, poesias, haicais, ensaios, contos, crônicas, biografias – acompanhados do aroma da Rosa Rubra para ornamentar e encantar o nosso viver.
Em 26 anos dessa trajetória luminosa, Alba já ultrapassou o tempo e alcançou a eternidade na arte poética. É uma das mais premiadas trovadoras no Brasil e fora dele. É recordista! Possui catalogadas 734 classificações em âmbito nacional e internacional, participou mais de 100 antologias, teve diversos trabalhos publicados em revistas e jornais. Em decorrência, recebeu premiações em concursos patrocinados pela Organização Mundial da Trova, em Portugal, Espanha, México, Argentina, Canadá, Japão, República Dominicana, Estados Unidos, Venezuela e Cuba.
Celebramos a festejada sonetista e trovadora, sem igual no cenário contemporâneo em nosso idioma, com mais de 300 inspirados sonetos – alguns reunidos na coletânea Sonetos Prateados e Dourados – mais de 2 mil admiráveis trovas, em seus três gêneros, reunidas nos livros: Trovas para Sonhar, Trovas para Filosofar e Trovas para Rir, além de diversos cordéis, alguns dos quais fez publicar em A Voz do Cordel Sudestino, acompanhados de entusiasmado prefácio de Gonçalo Ferreira da Silva, Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
Integra as Academias Fluminense e Niteroiense de Letras, Brasileira de Trova, Brasileira de Literatura de Cordel, UBT-Nacional, UBT-Niterói e UBT-RJ, a Academia de Letras e Artes Lusófonas, entre outras entidades culturais congêneres. É cofundadora da Academia de Letras e Artes Lusófonas e da Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; está no Clube Simpatia de Algarve / Portugal; e outros mais.
As lavas literárias continuam sendo lançadas, diuturnamente, por esse vulcão que tem sido forte e valioso impulsionador do movimento trovadoresco no Brasil e fora dele – dedicando especial carinho às atividades da União Brasileira de Trovadores, sentimento que revela na trova:
Unindo irmãos trovadores,
Belo templo da harmonia,
Tem, da Rosa, seus primores:
Nossa UBT é poesia!
Vanguardeira, perseverante, incentivadora; coordenadora e julgadora de concursos, com ativa e alegre presença em inúmeros Jogos Florais realizados em cidades e estados onde sempre é recebida com carinhosas homenagens e justificado reconhecimento, Alba Helena chega ao 90º aniversário irradiando do seu vulcão explosões de pétalas de poesia.
Trabalhadora incansável das boas causas, é companheira leal, sempre pronta e disposta a efetivamente contribuir, doando seu tempo e esforço nas instituições que têm a sorte de receber sua participação. É valiosa colaboradora do jornal Unidade e da Universidade Aberta da Terceira Idade / UNIVERTI, onde coordena o Ouro da Casa, orientando e inspirando para a descoberta de novos talentos na Literatura e na Arte.
Foi durante vários anos Diretora-Tesoureira da Academia Fluminense de Letras, mantendo criterioso controle das contas, reservando tempo para telefonar para cada confreira e confrade para, delicadamente, lembrar-nos o compromisso da anuidade. Sem ela não estariam sendo realizados, até hoje, os concursos da UBT-Niterói, que contam com sua atuação direta na coordenação, providenciando o recebimento dos trabalhos, reunindo grandes trovadores para julgar os méritos dos concorrentes, atendendo aos requisitos formais do regulamento.
No ano do Jubileu de Ouro dos Jogos Florais de Niterói, reitero o reconhecimento à excelsa e premiadíssima trovadora que é há décadas sustentáculo laborioso da instituição e admirável irradiadora dos mais belos sentimentos de amor à poesia.
Podemos dizer que Alba Helena nasceu para o Reino da Trova e nele, e por ele, continuará pelos tempos infinitos.
Obrigado, querida amiga-irmã, por sua vida, obrigado pelo bem que praticou e há de praticar ainda. Que o Senhor esteja abençoando sua vida e sua caminhada.
Meu abraço fraterníssimo,
Waldenir de Bragança
Trovas
Perdoa se fui ousado...
Não estou arrependido!
Quem ama, não tem pecado,
pecado... é o tempo perdido!
Ter sonhos nada me custa:
sou milionária ao sonhar,
fortuna que não me assusta
pois não podem me roubar!
Foi a lágrima beijada
pelo sol, tão docemente,
que, por Deus, foi transformada
num Arco-Íris fulgente!
Sozinha, uma pedra é nada,
mas, com outras, tem firmeza.
A humanidade irmanada
terá poder e grandeza.
O ciúme tem mil braços;
qual serpentes envolvendo,
vai reduzindo os espaços
até que o amor vai morrendo.
O meu olhar traiçoeiro,
ao te ver, revela tudo:
é um grande "fofoqueiro",
fala por mim, se estou mudo...
O teu ciúme que avança,
mais aumenta o meu dilema:
como pode uma aliança
ter o peso de uma algema?
Retorno à praça da infância:
é o mesmo antigo jardim!
Só eu mudei, na distância...
Ah! Que saudade de mim!
Na velha agenda, de outrora,
teu nome era luz pra mim,
mas que prazer vê-lo agora,
roído pelo cupim!...