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Rinha de Trovas - 4º Round


Iniciamos dando a palavra ao Humberto Poeta, que avaliou assim a ausência do Ademar:


Se alguém da grei dos Macedo mantém-se alheio a estes papos, é porque morre de medo de tomar alguns sopapos!

Xii, rapaz, cê falou cedo demais… Ademar Macedo num é ômi de ter medo…


Pode acreditar, irmão, o cangaço nos reveste; pra defender nosso chão somos dois cabras da peste!

A Heloísa Crespo “viu” a briga lá no site do José Feldman, o “Singrando Horizontes”. Ele tá acompanhando par e passo a peleja. Publicou os 3 rounds anteriores e ilustrou a trova inicial.

Ficou bão demais, oceis precisa ver… dá uma oiada, clicando no link: http://singrandohorizontes.blogspot.com/2011/01/pedro-ornellas-rinha-de-trovas-1o-2o-e.html

A Heloísa que prefere assistir, avalia a posição dos 25 que se envolveram na refrega:


Estou muito admirada com a Rinha pegando fogo. Tem gente dando risada do bravo e do demagogo.

E continua aparecendo cupincha dos Macedos… Deth Haak “A poetisa dos Ventos” mandou dizer: Não fico chupando os dedos aqui na beira do mar, pupila sou dos Macedos nesta rinha quero entrar! Já o recado do coroné Francisco Macedo foi para o Pessoa:


Fosse Pessoa, não vinha… Mas se vem, vou enfrentá-lo. - Não há lugar pra galinha, na ”rinha” só entra galo!


Haroldo Lyra que prometeu puxar as orelhas de tudo quanto é Macedo do nordeste, tem medo não…


Retiro o que eu disse ontem sobre essa dupla folgaz. Puxar orelhas? Não contem!… Orelhas já não tem mais.


O Haroldo também tem sangue de cangaceiro, Cônsoli. Mais ocê num tem não… tá brincando com fogo!


Eu não conheço os Macedo, um dia vou conhecer! Vou lhes fazer tanto medo, que vou pô-los pra correr.

A Divenei tá até o pescoço nesse balaio de gato. Mas ela é tinhosa… continua marruda: “Fugir?, eu? Nem morta…. Nem da morte eu tenho medo… vou temer uns Macedinhos?…”


O Chico Macedo é um galo… Canta verso o dia inteiro… Olhem, sei bem do que falo, sei bem do seu “galinheiro”…


O Ademar me achincalhou, mostrando que é (?) cabrau mau… Dura na queda, eu lá vou: mato as cobra e… mostro o pau! Zé Lucas já sentiu o poder de fogo dessas meninas… e dá um conselho pro’s Macedos:


Com mulheres nesse enredo, nós, machos, ficamos tontos… Se eu fosse a dupla Macedo já tinha entregado os pontos.


Ah, mas isso os Macedos não vão fazer não! Entregar os pontos? Nunca! O Thalma avisa:


Aviso, não é brinquedo entrar nessa entreverada, que a corneta dos Macedo não dá toque em retirada! E num dá memo! Por isso que na opinião do Roberto Acruche, não foi uma boa a provocação do Francisco Pessoa…


Francisco deu uma pisada isso é provocação, dizer que a dupla é de nada vai gerar mais confusão!


O Ademar está armado com facão e com peixeira… Francisco, tome cuidado, pra não cair na trincheira! Mesmo assim, óia só quem tá peitando os dois potiguares malucos: Dorothy Moretti, a sorocabana! Ela diz: “se o entrevero continua, entro com tudo”, e dispara:


Não tenho medo, esconjuro esses dois morubixaba. “Briga de foice no escuro?!” Topo!!! Eu sô di Sorocaba!

Num sabia que sorocabano era doido… Juízo tem a Verônica Martins, que não se arrisca de graça…


Poeta do amanhecer, _ também vale para o Chico, estou vendo o chão tremer e nessa arena eu não fico!


E quer saber? Você que tá certa, acho que não foi prudente mexer com esses dois… Ademar Macedo num gostô não, e resolveu apelar! Se não puder ganhar na trova, vai usar outros meios:


A guerra, eu sei que é sadia, mas vou usar de mutreta, deixo de lado a poesia e vou brigar de “muleta”. Depois dessa, vou resumir minha proposta de cessar fogo:


Na rinha armada por Chico Ademar depressa chega, e o tropel de espora e bico foi um sucesso da pêga.


Um bocado vei cum tudo pra riba dos dois Macedo… Outros dissero: “Eu ajudo!” - e um bando correu di medo!


Dispois que atiçaro o fogo dispois que o fogo alastrou, arguns entregaro o jogo na hora que o pau torou!


Valia tudo no embalo - a jiripoca piou! Galinha cantou de galo, e galo cacarejou!


Na desgracera prevista, depois de tanta bicada, tem galo perdendo a crista e munta espora lascada!


Tá fazendo história a intriga dos Macedos contra “rapa”, mas o bom é que essa briga é de trova e não de tapa!


E é fazendo parte agora da turma do “dexa disso” que eu digo: Já tá na hora de botá fim nesse enguiço!


E qual foi o resultado? Disso eu não faço segredo: Ficou mais do que provado: não se brinca com Macedo!


Proponho então que esses dois, esses dois “cabras da peste” sejam declarados, pois, os bambambans do nordeste!


E arremata o José Ouverney:


Aqui ninguém quer brigar pra não correr nenhum risco; sendo assim... Viva o Ademar! Viva também o Francisco!

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